sexta-feira, 26 de abril de 2013


De Rolê Pelo País (Matéria Rima)
Faço a minha rima mostrando pra vocês
O mapa do Brasil, geografia pode crê
Já começando, lá de baixo, pela região sul
Vou falando de um estado Rio Grande do Sul
Onde tem chimarrão, Grêmio, Internacional,
Grande rivalidade que é chamada de Grenal
Subindo mais um pouco, chego a Santa Catarina
Onde sua capital é chamada de Floripa
Chegando em Curitiba, capital do Paraná
Onde já segui meu rumo, no Sudeste fui chegar.
Onde logo de cara encontrei São Paulo,
Maior Pólo Industrial de toda a América Latina
Seguindo minha rima, fui chegar em BH
Grande capital de Minas que sempre vou lembrar
Mas, ali ao lado, o paraíso encontrei
No Rio cheguei, Maracanã visitei
Mas o sonho acabou Espírito Santo chegou
E ai manos e minas o Sudeste terminou.

Refrão
Ae hei, ae, hei!
Ae, ae, ae,

Continuando neste clima, no nordeste eu cheguei
Bahia adorei, nela viajei.
Conheci Itapetinga, Tucano e Valença,
É grande Bahia Salvador, terra da crença
Seguindo a minha volta, fui pra Aracajú
Capital de Sergipe. Em Recife
Pernambuco, não me contive a beleza de Olinda,
Oh como é linda passei por Alagoas
Cheguei na Paraíba. Fui ao Ceará
Terra de gente linda! Depois, desci ao Piauí.
Subi ao Maranhão, Rio Grande do Norte, Natal. E então,
Chegando na Região Norte fiquei maravilhado
Com tanto verde, no Amazonas tantos rios, fiquei pirado!
Mas resolvi ir pro Amapá, conhecer Macapá
Descer pro Pará rezar em Belém
Em Tocantins bater Palmas pra beleza também
Já estou no Centro-Oeste fazendo rimar.
Mato Grosso, Cuiabá, Pantanal, vamos lá.
Em direção a Brasília, onde conheci a política
Saindo do Distrito cheguei a Maracajú
Acabei em Campo Grande, Mato Grosso do Sul
De Norte, Sul, Leste, Oeste, mostrei
O mapa do Brasil, geografia relatei
É geografia relatei.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

musica ...longe...

Longe

Onde é que eu fui parar
Aonde é esse aqui
Não dá mais pra voltar
Por que eu fiquei tão longe…
Tão longe…


Onde é esse lugar
Aonde está você
Não pega celular
E a Terra está tão longe…
Tão longe…


Não passa um carro sequer
Todo comércio fechou
Não tem satélite algum transmitindo notícias de onde eu estou


Nenhum e-mail chegou
Nem o correio virá
E eu entre quatro paredes, sem porta ou janela pro tempo passar


Dizem que a vida é assim
Cinco sentidos em mim
Dentro de um corpo fechado no vácuo de um quarto no espaço sem fim


Aonde está você
Por que é que você foi
Não quero te esquecer
Mas já fiquei tão longe…
Tão longe…


Não dá mais pra voltar
E eu nem me despedi
Onde é que eu vim parar
Por que eu fiquei tão longe…
Tão longe…

domingo, 21 de abril de 2013

trabalho ....musica......poesia...





Música

Tema: Brasil Subdesenvolvido
Brasil
Cazuza/George Israel/Nilo Roméro

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer
Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito é uma navalha

Brasil
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim

Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer
Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada pra só dizer "sim, sim"
Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim
Grande pátria desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
(Não vou te trair)




Poesia ativa: o pão da educação!


A geografia  é  ativa  e  apraz 

quando  se   faz    viva    poesia, 

provocativa  no indagar o pensar,

olhar, agir 

sobre o mundo e derredor, 

buscando  um sentido maior

que  abre a mente,e faz ver  fundo:  

o que mente, o formal e o indecente... 



A reflexão que se quer agregar

fala da  geografia que desoculta

( aos olhos)

tempos, espaços, territórios

e paisagens abruptas,  perdidas, 

roubadas,regradas,  iludidas...

Quer  falar do  profícuo  

e  profundo galgar da  ávida filosofia

que abre as cortinas da vida 

em seu  complexo deslizar... 



Nossa  reflexão quer ser semente

que planta outros dias  

em que as gentes terão o pão

num mundo de mais valia: 

não a mais-valia que rouba sonhos, 

alegrias e produções,

mas a mais valia da vida

regada e saciada

com o pão sagrado da educação.  



Geografia  em poesias

quer  plantar reflexão

pra repensar as correntes  

míopes ou cegas.    

E se encarrega de cultivos

bem  fecundos

pra fazer  (re)ver os mundos

pelo crivo profundo  de outras  lentes.



Quer plantar   conhecimentos

de  olhares  contundentes

capazes de tecer, de repente,

outras  vigas, outras bases

de vidas decentes  pras gentes.    

 

  Falas da cidade

             As pedras da cidade falam,                  
             os prédios da cidade falam.                   
             As pontes e fontes, limites e desafios. 
             cada um tem suas mensagens,         
             no silêncio falam sim!
 
            As bocas da cidade falam,
            os becos da cidade falam.
            As praças e preços, os morros e rios,   
            cada um tem suas mensagens,    
            no silêncio falam sim!           
               
            As frentes da cidade falam,
            as frestas da cidade falam,
            as festas funerais, os muros e quintais,  
            cada um tem suas mensagens,
            no silêncio falam sim!

           Tem que ouvir a cidade,  
           ler suas falas  escondidas nas paisagens, 
           pensamentos e sentidos da cidade.

           (Poema extraído do livro "Geografia em
                   tempos, espaços, pensamentos...)





Fitos e frutos

Eu vi uma velha plantando uma árvore

afagando a plantinha, o semblante a sorrir.

Eu vi muitos meninos festejando os seus frutos

a provar de seus galhos a se divertir

Eu vi, eu vi,  eu vi, eu vi sim.

 

Eu vi sua saia frondosa se tornando sombra

e as redes armadas pra gente dormir.

Eu vi a raízes se cravarem bem fundo

e no seio da terra de seiva se servirem.

Eu vi, eu vi,  eu vi, eu vi sim.

 

Eu vi os namorados provando as delícias,

sedentos do orvalho das folhas a cair.

Eu vi a passarada fazendo algazarra,

tecendo seus ninhos, cantando o porvir

Eu vi, eu vi,  eu vi, eu vi sim.

 

Eu vi suas folhas exalando ar puro,

renovando as brisas pra gente sentir.

Eu vi tanta água escorrer pelo tronco,

infiltrando no solo e banhando os rios.

Eu vi, eu vi,  eu vi, eu vi sim.

 

Mas vi com tristeza um gesto infame

de filhos que enterram a velha e seu rito,

cortando a árvore e matando o ciclo,

deixando seus filhos sem fitos e frutos.







sábado, 20 de abril de 2013



 Mar Português 
Fernando Pessoa 
Fernando Pessoa
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


sexta-feira, 19 de abril de 2013


Aquarela Brasil

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva

Se um pinguinho de tinta cair num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
Vai voando, contornando a imensa curva norte e sul

Vou com ela viajando o Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco à vela branco navegando
é tanto céu e mar num beijo azul.

Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo
E se a gente quiser....... Ele vai pousar.

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida
De uma América a outra eu consigo passar num segundo
giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo

Um menino caminha e caminhando chega no muro
e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está.
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar

Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
e depois convida a rir ou chorar

Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia em fim
Descolorirá....

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo ... (que descolorirá)
e com cinco ou seis retas é facil fazer um castelo ... (que descolorirá)
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo.(e descolorirá)