sexta-feira, 26 de abril de 2013


Desvendar é preciso

 Toda história  é convite pra navegar
em águas profundas, em vagas fecundas, 
    em faces desnudas, em chaves do mundo 
que contam seus vultos, que somam seus  fluxos, 
seus  luxos, lutos, insultos. 

Ela guarda  as verdades mais secretas, discretas  
que encantam  as mentes mais inquietas  
por desvendar  toda a terra, 
desvelando os permeios 
das (des) humanas guerras   
que (re) fundam a  própria  história.   

Ela permite  espreitar, 
dos homens, os corações,      
suas  razões, seus caminhos e comunhões,   
encruzilhadas e  divisões, 
           seus atalhos e encalhes ou pontos
(de)fendidos em seus sentidos 
mais  escondidos. 

Navegar é preciso pelo mar do desvendar.  
Desvendar  o homem,  a terra, 
seus sentidos e luzes enterrados
   nos escombros da  história
que está sempre  a ser
reconstruída,
redescoberta,
reinventada,
reesculpida.

               (Poema extraído do livro "Geografia em Poesias:                           tempos, espaços, pensamentos...)

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