domingo, 21 de abril de 2013

trabalho ....musica......poesia...





Música

Tema: Brasil Subdesenvolvido
Brasil
Cazuza/George Israel/Nilo Roméro

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer
Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito é uma navalha

Brasil
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim

Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer
Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada pra só dizer "sim, sim"
Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim
Grande pátria desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
(Não vou te trair)




Poesia ativa: o pão da educação!


A geografia  é  ativa  e  apraz 

quando  se   faz    viva    poesia, 

provocativa  no indagar o pensar,

olhar, agir 

sobre o mundo e derredor, 

buscando  um sentido maior

que  abre a mente,e faz ver  fundo:  

o que mente, o formal e o indecente... 



A reflexão que se quer agregar

fala da  geografia que desoculta

( aos olhos)

tempos, espaços, territórios

e paisagens abruptas,  perdidas, 

roubadas,regradas,  iludidas...

Quer  falar do  profícuo  

e  profundo galgar da  ávida filosofia

que abre as cortinas da vida 

em seu  complexo deslizar... 



Nossa  reflexão quer ser semente

que planta outros dias  

em que as gentes terão o pão

num mundo de mais valia: 

não a mais-valia que rouba sonhos, 

alegrias e produções,

mas a mais valia da vida

regada e saciada

com o pão sagrado da educação.  



Geografia  em poesias

quer  plantar reflexão

pra repensar as correntes  

míopes ou cegas.    

E se encarrega de cultivos

bem  fecundos

pra fazer  (re)ver os mundos

pelo crivo profundo  de outras  lentes.



Quer plantar   conhecimentos

de  olhares  contundentes

capazes de tecer, de repente,

outras  vigas, outras bases

de vidas decentes  pras gentes.    

 

  Falas da cidade

             As pedras da cidade falam,                  
             os prédios da cidade falam.                   
             As pontes e fontes, limites e desafios. 
             cada um tem suas mensagens,         
             no silêncio falam sim!
 
            As bocas da cidade falam,
            os becos da cidade falam.
            As praças e preços, os morros e rios,   
            cada um tem suas mensagens,    
            no silêncio falam sim!           
               
            As frentes da cidade falam,
            as frestas da cidade falam,
            as festas funerais, os muros e quintais,  
            cada um tem suas mensagens,
            no silêncio falam sim!

           Tem que ouvir a cidade,  
           ler suas falas  escondidas nas paisagens, 
           pensamentos e sentidos da cidade.

           (Poema extraído do livro "Geografia em
                   tempos, espaços, pensamentos...)





Fitos e frutos

Eu vi uma velha plantando uma árvore

afagando a plantinha, o semblante a sorrir.

Eu vi muitos meninos festejando os seus frutos

a provar de seus galhos a se divertir

Eu vi, eu vi,  eu vi, eu vi sim.

 

Eu vi sua saia frondosa se tornando sombra

e as redes armadas pra gente dormir.

Eu vi a raízes se cravarem bem fundo

e no seio da terra de seiva se servirem.

Eu vi, eu vi,  eu vi, eu vi sim.

 

Eu vi os namorados provando as delícias,

sedentos do orvalho das folhas a cair.

Eu vi a passarada fazendo algazarra,

tecendo seus ninhos, cantando o porvir

Eu vi, eu vi,  eu vi, eu vi sim.

 

Eu vi suas folhas exalando ar puro,

renovando as brisas pra gente sentir.

Eu vi tanta água escorrer pelo tronco,

infiltrando no solo e banhando os rios.

Eu vi, eu vi,  eu vi, eu vi sim.

 

Mas vi com tristeza um gesto infame

de filhos que enterram a velha e seu rito,

cortando a árvore e matando o ciclo,

deixando seus filhos sem fitos e frutos.







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